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segunda-feira, março 11, 2013

dos mestres da poesia



Azares do caralho
.
Cansado de engolir caralhos que não via
um velho que do cu fizera ofício
achou por muito bem mudar de vício
e dar também aos olhos alegria.

Assim pensando, ergueu-se o debochado
e frente ao espelho, careca e todo nu,
põe-se a rezar responsos pelo cu
e a soluçar: repousa, ó desgraçado.

Ei-lo que sai em busca de um amante.
A sorte está com ele: logo ali adiante
uma picha se oferece aos seus lábios trementes.

Mas... ó maldito azar! Fica em meio o trabalho
porque o outro lhe foge com o duro caralho
donde pende, asquerosa, a placa dos dentes.

                                           Fernando Correia Pina

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